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Uma explosão de vida Suely Fenerich
Não é impossível que alguém que conheça
Jerusa Pires Ferreira como professora e pesquisadora se refira a ela
como uma explosão de vivacidade, de vitalidade, de amor à cultura
brasileira, ou melhor, à cultura. Tanto entre seus colegas de
profissão e seus alunos, quanto artistas de todos os naipes que
convida para depor a respeito do seu trabalho em seus cursos e no próprio
Núcleo de Poéticas da Oralidade, Jerusa é reconhecida
como autoridade no seu métier. Profunda conhecedora de nossa cultura,
ela personaliza também a própria idéia de modernidade,
de desterritorialização ou mesmo de oralidade de que nos
fala Paul Zumthor, medievalista suíço-canadense cujo pensamento
ela tem traduzido e divulgado no Brasil. Suely
Fenerich é jornalista e tradutora de textos do escritor
e medievista suíço-canadense Paul Zumthor: Performance,
Recepção, Leitura (Educ, 2000) e Politiques de l’oubli
(Hucitec, 1996) em colaboração com Jerusa Pires Ferreira.
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Revista Intermidias.Com em parceria com o Núcleo de Poéticas da Oralidade organiza um dossiê sobre
a vida e obra da professora, ensaísta e pesquisadora Jerusa Pires
Ferreira. Bacharel em Letras e Mestre em História Social pela
UFBA, Doutora em Sociologia e Livre-Docente em Comunicação
pela USP. Em 36 seis anos de magistério, a professora já orientou
mais de sessenta pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.
Atualmente ensina na Escola de Comunicação e Artes da USP
e no Programa de Pós-graduação em Comunicação
e Semiótica da PUC-SP. Como professora convidada ministrou cursos
nas universidades de Moscou na Rússia, de Calgary e de Ottawa
no Canadá, na Brown University nos Estados Unidos, e na Universidade
Autônoma de Barcelona. Desde 1999 é professora convidada
regular na Universidade de Limoges na França. Há doze anos
coordena o Centro de Estudos da Oralidade na PUC-SP, onde organizou mais
de dez colóquios e seminários internacionais. Publicou
sete livros entre os quais Armadilhas da Memória (Casa de Jorge
Amado 1991/Ateliê 2004), Cavalaria em Cordel (Hucitec 1979/1993),
O livro de São Cipriano (Prêmio Jabuti – Perspectiva
1992) e Matrizes Impressas do Oral (a sair pela Perspectiva). É pioneira
no trabalho de divulgação e estudo da obra do medievista
suíço-canadense Paul Zumthor sobre oralidade, de quem traduziu
inúmeros livros entre os quais A Letra e a Voz (com Amalio Pinheiro)
e Escritura e Nomadismo (com Sonia Queiroz), além de ter organizado
uma coletânea em sua homenagem, Oralidade em Tempo e Espaço
(Educ/Fapesp). Coordena a coleção Editando o Editor, onde
já enfocou o trabalho de Jorge Zahar, Jacob Guinsburg, Ênio
Silveira, entre outros. Como ensaísta e pesquisadora publicou
centenas de artigos em livros, jornais e revistas nacionais e internacionais
e apresentou inúmeras conferências no Brasil e no exterior.
Suas pesquisas se concentram sobre oralidade, memória, cultura
midiática, conto popular, literatura de cordel, novela de cavalaria
entre outros temas que concernem à literatura, às artes
e à comunicação.
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