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ESTANTE
MAGAZINE #3 |
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AS MULHERES FRANCESAS NÃO ENGORDAM. POR QUÊ? Um subtítulo que merece destaque: Uma leitura divertida, que
mostra como comer com prazer e... sem culpa. De fato, As Mulheres Francesas
não Engordam (232 páginas, R$ 39,00), de Mireille Guiliano,
que acaba de chegar às livrarias brasileiras com o selo da Editora
Campus, é tudo isso. Não é sem razão que
ocupa, há alguns meses, o primeiro lugar entre os best-sellers
dos Estados Unidos e já foi traduzido, segundo o The New York
Times, para cerca de 23 idiomas. Mas o livro nasceu, na verdade, de um
momento de tristeza. Na adolescência, a francesa Mireille Guiliano,
hoje com 59 anos, e uma executiva de destaque, passou uma temporada estudando
nos Estados Unidos. Na volta, além das recordações,
trouxe dez quilos a mais na silhueta. Segundo ela, o encontro com a família
foi chocante. Em vez de recebê-la com beijos e abraços,
seu pai soltou a seguinte pérola: “Você está parecendo
um saco de batatas”. Após um breve período de depressão,
Mireille procurou um clínico geral e recebeu valiosas dicas de
como voltar à forma sem engordar de novo. UMA FAZENDA LENDÁRIA. NELA, MUITAS HISTÓRIAS E SABORES. Uma longa
e saborosa viagem pelos tempos áureos da cultura do
café. Aqueles anos, agora distantes – muito distantes –,
em que o café era chamado de ouro negro. Em Fazenda Pinhal – Caderno
de receitas e histórias de família, que acaba de ser lançado
pela Editora Terceiro Nome (www.terceironome.com.br), Helena Carvalhosa
leva-nos a essa paisagem. Histórias antigas, à sombra das
heras e jasmineiros, junto às jabuticabeiras centenárias.
Viaja-se entre as salas, o enorme terreiro do café, o pomar e,
por fim, a cozinha da Pinhal. Nela, o colorido das fruteiras, os grandes
tachos e caldeirões, a fartura dos produtos da terra, as verduras
e legumes estalando de tão fresquinhos, tornam irresistível
a sedução do forno e do fogão. As velhas e apetitosas
receitas de família trazem à tona, inevitavelmente, a inspiração
ou a lembrança de outras receitas, outros temperos, de outras
cozinhas, outras famílias, outras terras.
O turismo
predatório, na condição de agressor do
meio ambiente, estaria no mesmo patamar da moto-serra que derruba árvores
e das empresas que poluem os rios? Está, sim. Mas, felizmente, é um
inimigo com os dias contados. Pelo menos é o que afirmam estudiosos
do problema, como Marta Azevedo Irving e Julia Azevedo, autoras do livro
Turismo – O Desafio da Sustentabilidade, lançado pela Editora
Futura. As duas demonstram, com base em fatos e também em reflexões
de profissionais envolvidos na discussão teórica e prática
do turismo sustentável, que cresce a conscientização
de que é importante explorar-se a atividade turística de
forma organizada e sistemática. Cresce muito. E o objetivo é contribuir
para a construção de um novo modelo de desenvolvimento
turístico, centrado na valorização do meio ambiente.
Mas não significa que estejamos em um céu de brigadeiro:
ainda existem, segundo elas, alguns desafios que terão de ser
enfrentados a curto e médio prazo.
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UMA JANGADA QUE VEIO DO SUL. NELA, TRÊS GAÚCHOS. Uma releitura
da História do Brasil. A caminhada começa
nos anos 1930, quando um gaúcho de São Borja, chamado Getúlio
Vargas, chegou à presidência da República e se estende
até os recentes episódios do golpe de 1964, quando outro
gaúcho (também de São Borja), João Goulart,
o Jango, foi deposto. No livro A Jangada do Sul (133 páginas,
R$ 22,00), editado pela Casa Amarela, Gilberto Felisberto Vasconcellos,
mostra também a trajetória de um terceiro gaúcho,
Leonel Brizola. Um pequeno resumo do livro está na sua contra-capa.
Diz coisas assim: “A jangada foi perseguida por um destino trágico,
sendo derrotada três vezes num lapso de tempo de mais ou menos
uns dez anos: em 1945, com a deposição de Vargas; em 1954,
pelo suicídio de Vargas em resposta ao cerco norte-americano;
em 1964, por um golpe de Estado que começou em Washington para
derrubar o presidente João Goulart, sem dúvida o acontecimento
mais estúpido e nocivo para a civilização brasileira”.
A EXPLORAÇÃO DOS SELVAGENS IANOMÂMIS. POR MUITA GENTE CIVILIZADA. Um dos livros
que mais causaram impacto nos Estados Unidos nos últimos
anos. Trata-se de um trabalho de investigação que conta
a história da exploração dos índios ianomâmis
e de suas terras amazônicas por pesquisadores estrangeiros, tanto
jornalistas quanto antropólogos. Os ianomâmis foram considerados
a tribo mais selvagem e guerreira. Escondidos nas selvas da Venezuela
e do Brasil, eram vistos como o último povo “virgem”,
atraindo a atenção dos estudiosos interessados em pesquisar
o comportamento humano em cenário primitivo. Quando foram encontrados
por Napoleão Chagnon, Jacques Lizot e outros antropólogos,
na década de 60, a “descoberta” de sua feroz beligerância
e competição sexual assustou. E assustou de forma tão
profunda quanto, quase meio século antes,havia ocorrido com as
descobertas de Franz Boaz e Margaret Mead. EM DEBATE, A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Um clássico da literatura ambientalista, agora na sexta edição.
Em Educação Ambiental – Princípios e Práticas,
está um conjunto de informações fundamentais. A
nova edição, revista e ampliada, traz, de forma comentada,
os textos básicos das grandes conferências internacionais
sobre o tema, promovidas pela Unesco e pelo Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente – Pnuma, em Belgrado (1975), Tbilisi
(1977), Moscou (1987) e Tessalônica (1997). Inclui também
as conferências brasileiras e documentos nacionais decisivos para
o desenvolvimento do processo no país (históricos, cartas,
declarações e outros). O livro de Genebaldo Freire Dias
(Editora Gaia, 551 páginas, R$ 48,00) oferece ainda mais de 100
sugestões de práticas de educação ambiental
e apresenta diversos elementos para subsidiar ações (suporte
metodológico, legislação, vasta referência
bibliográfica, nacional e internacional). Traz estudos de casos,
acoplados a outros elementos para a compreensão das questões
ambientais (cronografia, análise socioecossistêmica e artigos
sobre alterações ambientais globais, a pegada ecológica,
a cogestão e a sustentabilidade).
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