Sinto e faço, logo penso:
reflexões em torno da relação entre emoção e racionalidade a partir do filme Uma mente brilhante

Soleni Fressato

Introdução
Século XVII: René Descartes (1594-1650) formula uma teoria, que seria a base do pensamento científico e modelo de inteligência por quase quatro séculos. Segundo seus princípios, o sujeito era valorizado em detrimento do objeto (o “penso, logo existo”) e a razão, que seguiria um modelo matemático, substituiria a experiência. Argumentando que a mente era a fonte do conhecimento e que algumas formas de conhecimento são inatas, Descartes propunha uma separação entre mente e corpo, o que confere à sua proposta um caráter dualista.

No decorrer do século XIX a razão, em suas diversas correntes (racionalista, empirista, iluminista e positivista) tornou-se a explicação para a ciência e a vida, sendo a produtora hegemônica do conhecimento. Também foi associada à idéia de progresso, de evolução e de felicidade, colaborando para a formação de uma sociedade mais justa e harmoniosa.


Russel Crowe em Uma mente brilhante (2001)

No século XX, o aceleramento da revolução tecnológica e a emergência de estudos que passaram a valorizar a emoção, na mesma proporção que a razão, evidenciaram os limites dessa estrutura cartesiana. Atualmente já se admite que não existe pensamento sem emoção. Afinal o homem não é apenas razão. A idéia de que o pensamento e a razão residem no cérebro e, sem qualquer conexão, as emoções “pertencem ao coração”, têm sido cada vez mais questionadas.

A relação entre razão e emoção é o pano de fundo do filme Uma mente brilhante. A partir dessa produção é possível refletir sobre o papel da emoção na estrutura do pensamento. Para tanto, formulo dois sistemas de hipóteses que se complementam, um com base na epistemologia e outro na neurobiologia.

A importância da emoção para a racionalidade em Uma mente brilhante

Uma mente brilhante (2001), filme dirigido por Ron Howard, é baseado na biografia de John Forbes Nash Jr. (vivido por Russel Crowe) escrita por Sylvia Nasar. O filme mostra a história do matemático John Nash, gênio precoce da Universidade de Princeton que se destacou elaborando uma teoria revolucionária, podendo ser aplicada à economia moderna, questionando os princípios de Adam Smith na área.

Nash passava seus dias na biblioteca da Universidade, recusando-se a assistir às aulas ou ler os livros obrigatórios para seu curso, julgando-os simplistas demais para sua inteligência. Na biblioteca, escrevia fórmulas matemáticas enigmáticas nos vidros das janelas, em busca da "idéia original", que o separaria da mesmice do resto dos matemáticos e o faria importante.

A vida de Nash parece correr tranqüilamente. Sua teoria é bem aceita no meio acadêmico, casa-se, tem um filho e é requisitado, por sua capacidade intelectual, a decifrar códigos enigmáticos soviéticos, em pleno auge da Guerra Fria. No entanto, desde a época da faculdade (pelo menos é o que aparece no filme, mas é provável que já ocorressem anteriormente) muitos de seus amigos e das situações que vivencia acontecem apenas para ele, ou seja, não existem efetivamente. Completamente paranóico, acreditando existir padrões e conspirações soviéticas em todos os lugares, os quais decifra com brilhantismo, John Nash acaba por perder o controle sobre a própria mente e torna-se esquizofrênico, sendo internado em um hospital psiquiátrico. O espectador passa a trilhar pela mente agora perturbada de Nash, que não consegue mais distinguir entre quem são seus amigos de verdade ou seus companheiros imaginários, estes o acompanharam a vida inteira.

É claro que as questões em torno da esquizofrenia são latentes no filme. Não se pretende aqui enfocar em todas as características da doença, mas ressaltar a falta de expressão emocional, a apatia e a retração social que acompanharam Nash e que, na maioria das vezes, prejudicaram seus relacionamentos e, até mesmo, suas tentativas de obter sucesso. Assim, o objetivo é refletir sobre a importância da emoção para inteligência e racionalidade.

Pensemos em John Nash. Numa das primeiras cenas do filme ele já sinaliza que sua professora primária, uma vez lhe disse, que ele havia “entrado duas vezes na fila do cérebro e nenhuma na do coração”. Ou seja, sua capacidade em lidar com emoções era quase inexistente, no entanto, possuía uma capacidade intelectual privilegiada. Algumas cenas adiante, Nash revela sua total falta de habilidade em relações sociais, vivendo isolado dos amigos da faculdade, com os quais permanece em constante competição. Seus contatos com o sexo oposto são no mínimo desastrosos. Revela um desconhecimento total de como expressar suas emoções ou de perceber a dos outros. A personalidade de Nash se encaixa na definição de Goleman para um homem de alto QI puro:

É ambicioso e produtivo, previsível e obstinado, e desprovido de preocupação sobre si mesmo. É também inclinado a ser crítico e condescendente, fastidioso e inibido, pouco à vontade do ponto de vista sexual e sensual, inexpressivo e desligado, e emocionalmente frio. (2001: 57)

O caso de Nash remete aos estudos psiquiátricos sobre a alexitimia, onde a (ausência), léxis (palavra), thymós (emoção). Por possuírem um vocabulário emocional limitado, essas pessoas não possuem palavras para descreverem o que sentem. Isso, não quer dizer que não sintam, mas não conseguem expressar em palavras, o que estão sentindo. Essa ausência de palavras faz com que a pessoa não tome posse dos próprios sentimentos. Assim, Nash é uma pessoa brilhante, ou melhor, tem uma inteligência brilhante, como reforça o título do filme, mas é incapaz de conduzir sua vida particular. Pelo fato de não exercer controle sobre suas emoções, acaba por travar verdadeiras batalhas internas que sabotam sua lucidez de pensamento.

Mas, se Nash é só razão, alguém sente por ele. E assim é preciso destacar, o papel significativo da esposa de Nash, Alicia (interpretada por Jennifer Connelly) em sua vida. Na entrega do prêmio Nobel, Nash mesmo afirma que aquele momento só era possível porque ela esteve ao seu lado, sendo “sua razão de viver”. Alicia Nash representa, em contraposição ao seu marido, uma mulher emocionalmente inteligente. Assertivas e comunicativas, essas mulheres expressam suas idéias de modo direto e seus sentimentos de modo adequado. São equilibradas socialmente e sentem-se à vontade consigo mesmas para serem brincalhonas, espontâneas e abertas à experiência sensual. (Goleman, 2001: 58) Alicia poderia não ser tão inteligente quanto Nash, mas seu conhecimento sobre as emoções tornou-a capacitada para alcançar o sucesso, não apenas em sua vida, mas na de seu marido.

Essas diferenças de comportamento entre Alicia e Nash, frente às suas emoções, remetem a questões culturais. As meninas são educadas aprendendo a expressar suas emoções, acabando por receber mais informações que os meninos, tornam-se mais capazes de captar sinais emocionais e de falarem sobre suas emoções. Já os meninos não são estimulados a verbalizar suas emoções podendo vir a ter pouca consciência dos próprios sentimentos.


Russel Crowe em Uma mente brilhante (2001)

A necessidade da poesia e da prosa: estudos epistemológicos valorizam a emoção

Edgar Morin (1993) tem enfatizado na importância da técnica, da prática e da razão para a sociedade, o que denomina de “vida feita em prosa”. No entanto, destaca a incorporação da poesia, ou seja, da emoção, do prazer e do êxtase no processo cognitivo.
Apesar do grande destaque das idéias racionalistas, diversas correntes ao longo do século XIX e início do XX criticaram essa centralidade da razão. Entre os “irracionalistas” destaca-se o nome de Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900). Num contexto em que o progresso e a harmonia já não eram tão nítidos, Nietzsche colocou em xeque não apenas a razão, mas também a ciência.

Essas críticas à razão pura acompanharam os estudos de Lev Semyonovitch Vygotsky (1896-1934), – Pensamento e Linguagem e A Formação Social da Mente –, que não se deixou influenciar pelo paradigma mecanicista e dualista: intelecto/emoção, mente/corpo, ou ainda, subjetividade/objetividade. Enquanto estudante de Direito, Literatura, Artes e Psicologia, Vygotsky acabou por fornecer um caráter interdisciplinar à sua teoria.

Para Vygotsky a mente e o mundo estão em interação, não concordando com as teorias fragmentárias de valorização apenas do sujeito ou apenas do mundo. Contestando a corrente dualista, de separação dos fenômenos físicos e psíquicos, propôs a sua inter-relação. Ele acreditava ser importante analisar a complexidade humana como um todo, o que fornece à sua teoria um caráter pessoal e social.

Segundo o construtivismo, influente teoria desde que foi formulada por Jean Piaget, o conhecimento era resultante da ação do sujeito sobre o objeto, ou seja, o sujeito é ativo no processo cognitivo, porém trata-se de um fenômeno fundamentalmente individual. Vygotsky acreditava que não bastava o sujeito ser apenas ativo, mas interativo, constituindo o conhecimento a partir das relações intra e interpessoais. É na troca com outros sujeitos e consigo próprio que são internalizados conhecimentos, papéis e funções sociais, permitindo a constituição de conhecimentos e da própria consciência. Trata-se, assim, de um processo que caminha do plano social – relações interpessoais – para o plano individual interno – relações intrapessoais. Sendo interativo o sujeito do conhecimento, para Vygotsky, ele participa da construção de sua própria cultura e história, modificando-se e provocando transformações nos demais sujeitos que com ele interagem. Centralizando suas preocupações no desenvolvimento do indivíduo como resultado de um processo sócio-histórico, Vygotsky procurou analisar o reflexo do mundo exterior no mundo interior, a partir da interação entre sujeitos e o meio, daí sua teoria ser reconhecida na atualidade, como histórico-cultural.

Na teoria de Vygotsky a emoção é considerada a base da construção do conhecimento, por isso as reflexões sobre esse tema permeiam toda a sua obra. Para ele a emoção não é isolada do intelecto e está na base do conhecimento e do pensamento, analisando as relações entre afeto e intelecto e destes com os signos sociais. O pensamento, assim, não é função da razão e não ocorre sem emoção, a partir dessa constatação, Vygotsky busca superar a epistemologia dualista (emoção/razão, corpo/mente, objetividade/subjetividade) e provocar uma revolução ontológica e epistemológica.

 

Também merece destaque a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner. Segundo essa teoria, os processos mentais e o potencial humano estão associados a diferentes campos do saber. Para Gardner, “a inteligência é a capacidade de resolver problemas ou criar produtos que são importantes num ou mais ambientes culturais” (1995: 215). Assim, para a resolução de problemas são envolvidas mais de uma habilidade, o que revela uma integração entre a multiplicidade de inteligências. Até então existia uma valorização apenas da competência lógico-matemática e da lingüística, associada ao hemisfério esquerdo do neocórtex. Gardner identificou sete inteligências, mas acredita que esse número não é definitivo.*

Interessante observar que, Vygotsky já apontava para a importância das relações intra e interpessoais no processo cognitivo, se bem que de outra perspectiva, reconhecidas como formas de inteligências por Gardner.


Outra teoria que vem se destacando é da inteligência emocional, defendida, entre outros, pelo psicólogo Daniel Goleman. Segundo ele, existe um forte domínio das emoções sobre a mente pensante, que atuam de forma interdependente:

Essas duas mentes, a emocional e a racional, operam em estreita harmonia na maior parte do tempo, entrelaçando seus modos de conhecimento para nos orientar no mundo. Em geral, há um equilíbrio entre as mentes emocional e racional, com a emoção alimentando e informando as operações da mente racional, e a mente racional refinando e às vezes vetando o insumo das emoções. (...) Em muitos ou na maioria dos momentos, essas mentes se coordenam estranhamente; os sentimentos são essenciais para o pensamento, e vice-versa. Mas, quando surgem as paixões, o equilíbrio balança: é a mente emocional que toma o comando, inundando o racional.(1995:23)


Para Goleman essa relação remonta à formação biológica do cérebro. A parte mais primitiva do cérebro é o tronco cerebral, a partir dele formou-se os centros emocionais e destes, o neocórtex, a mente pensante. O que o leva a afirmar que a racionalidade é guiada pela emoção.

A partir dos estudos de Vygotsky e das mais recentes teorias sobre a inteligência, se reconhece cada vez mais a importância da emoção no processo do pensamento.


Russel Crowe em Uma mente brilhante (2001)

A emoção é constitutiva da maquinaria cerebral

Ao mencionar as questões biológicas associadas ao conhecimento, não se trata de considerar o cérebro, ou ainda, o indivíduo em isolamento, mas por acreditar que os estudos sobre a inteligência precisam ser ampliados e que englobem pontos de vista, aparentemente opostos, no entanto, conciliáveis, como a biologia e a cultura. Concordando com Edgar Morin, (s.d.) é coerente apresentar uma visão biológica do cérebro em estudos epistemológicos, uma vez que é onde se processa o conhecimento.

As novas tecnologias permitiram a visualização do cérebro em funcionamento e a constatação de que as emoções também residem nos centros nervosos. Esses estudos colocaram em xeque a visão estreita de considerar a inteligência como um dado genético que não se altera com as experiências vividas, ou ainda, que as emoções não participam no desenvolvimento do conhecimento. Até os anos 80 acreditava-se que o processo cognitivo acontecia apenas no hemisfério esquerdo do neocórtex (cérebro pensante), sendo a inteligência racional a única valorizada. A partir das pesquisas do cérebro secionado verificou-se que o hemisfério direito possui processos mentais diferenciados do esquerdo, importantes na construção do saber.

Com os estudos de Roger Sperry, que recebeu o Prêmio Nobel de Medicina em 1981, descobriu-se que o hemisfério direito do neocórtex também contribui de maneira decisiva para a inteligência humana. No entanto, essa descoberta não incluía o potencial das estruturas cerebrais localizadas logo abaixo do neocórtex. Foi Paul D. MacLean quem afirmou que o cérebro é composto por três estruturas diferentes, com três funções distintas:

Radicalmente diferentes em composição química e estrutural e, do ponto de vista evolucionário, distantes inúmeras gerações entre si, os três conjuntos neurais constituem uma hierarquia de três cérebros em um, um cérebro tríplice... Dito em termos populares, as três formações evolucionárias podem ser imaginadas como três computadores biológicos interligados, cada qual tendo sua própria inteligência especial, sua própria subjetividade, sua própria noção de tempo e espaço e sua própria memória e motricidade, além de outras funções. (apud Beauport e De Diaz, 1997)

Esse “cérebro tríplice” é formado pelo sistema neocortical (com seus hemisférios esquerdo e direito) responsável pelo pensamento e imaginação, o sistema límbico (localizado abaixo do neocórtex) relacionado ao sentir e desejar e, abaixo desses dois, uma estrutura tríplice complexa, relacionada ao comportamento. Esses três sistemas (mental, emocional e comportamental) são física e quimicamente muito diferentes, mas estão interconectados numa única totalidade, ou seja, são interativos e interdependentes.

Elaine de Beauport, pesquisadora da inteligência emocional, propõe uma diretriz mais abrangente para o processo cognitivo, que a lei da causa e efeito, significativa apenas para o hemisfério esquerdo do neocórtex, uma lei das conexões, relacionada aos três sistemas cerebrais. (1997: 362)

Nessa mesma linha, destaca-se o estudo do neurocientista António Damásio (1996). Nos anos 70, Damásio se defrontou com um paciente que tivera uma mente saudável até ser afetado por uma doença neurológica, danificando parte de seu cérebro. Este paciente possuía o conhecimento, a atenção e a memória indispensáveis para exercer sua racionalidade. A sua linguagem era impecável; conseguia executar cálculos e lidar com a lógica de um problema abstrato, no entanto, era incapaz de tomar decisões e de sentir emoções. A partir daí, Damásio considerou a hipótese de que emoção reside não apenas no sistema límbico, mas, também, no cérebro pensante, notadamente nos córtices pré-frontais ventromedianos. Destaca, ainda que, também nos córtices pré-frontais, além de localizado os sistemas das emoções, é o local onde se formam as imagens que constituem o pensamento. A emoção estaria, assim, visceralmente interligada com o pensamento e com a razão, colocando em xeque o dualismo de Descartes entre corpo e mente, emoção e razão, daí o título de seu trabalho: O erro de Descartes.

Para Damásio o hipotálamo, o tronco cerebral e o sistema límbico intervêm em todos os processos neurais em que se baseiam os fenômenos mentais: a percepção, a aprendizagem, a memória, a emoção, o sentimento, o raciocínio e a criatividade. As emoções teriam o papel de orientação cognitiva, conceituando-a como:

a combinação de um processo avaliatório mental, simples ou complexo, com respostas dispositivas a esse processo, em sua maioria dirigidas ao corpo propriamente dito, resultando num estado emocional do corpo, mas também dirigidas ao próprio cérebro (núcleos neurotransmissores no tronco cerebral) resultando em alterações mentais. (1996: 168-9)

Defende, assim, a hipótese de existir um conjunto de sistemas no cérebro humano consistentemente dedicados ao processo de pensamento e envolvidos com as emoções e sentimentos. Os processos de emoção e sentimentos fariam parte da maquinaria neural para a regulação biológica. O cérebro humano e o resto do corpo constituiriam um organismo indissociável, estando a emoção na essência da capacidade intelectual, fazendo parte do processo de pensamento e de tomada de decisão.


Considerações finais

A partir dessas duas vias, epistemológica e neurobiológica, é nítida a existência de uma estreita e forte relação entre pensamento e sentimento, que não podem ser dissociados nas pesquisas sobre o desenvolvimento do conhecimento. Melhor dito: não existe pensamento que seja só razão. O quociente de inteligência – QI e quociente emocional – QE, longe de estarem em contraposição, se complementam, sendo que os sentimentos dão sabor ao intelecto.
Em Uma mente brilhante, o que fica claro, é essa imbricada relação existente, e que a ciência vem confirmando, entre emoção e razão. A mente emocional e a mente racional operam juntas em harmonia na maior parte do tempo. A emocional alimenta e informa as operações da mente racional, e a racional refina e, às vezes, veta a entrada das emoções. A racionalidade da mente é guiada pela emoção. Assim, a inteligência e a racionalidade decorreriam da sensibilidade, jamais ao contrário.

Soleni Fressato é graduada e mestre em História pela Universidade Federal do Paraná. Realiza uma pesquisa de cunho epistemológico sobre a relação imagem, emoção e cognição e, desenvolve um outro projeto sobre a representação da cultura popular rural no cinema de Amácio Mazzaropi.


Bibliografia
BEAUPORT, E. DIAZ, A. S. Inteligência emocional: as três faces da mente. Brasília: Teosófica, 1997.
DAMÁSIO, A. O erro de Descartes: emoção, razão e cérebro humano. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.
GARDNER, H. Inteligências múltiplas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1995.
GOLEMAN, D. Inteligência emocional. 4. ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 1995, p. 23.
MORIN, E. A construção da sociedade democrática e o papel da educação e do conhecimento para a formação do imaginário do futuro. In: BORDIN, J. GROSSI, E. P. Construtivismo pós-piagetiano: um novo paradigma sobre aprendizagem. Petrópolis: Vozes, 1993.
_____. O problema epistemológico da complexidade. Publicações Europa-América. s.d.
VYGOTSKY, L. S. A formação social da mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores. São Paulo: Martins Fontes: 1984.
_____. Pensamento e linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 1987.

* Essas inteligências são: a lógico-matemática (habilidade para o raciocínio dedutivo e para solucionar problemas que envolvam números), musical (organizar sons de maneira criativa), a intrapessoal (competência de uma pessoa em conhecer-se bem e estar bem consigo mesma), a interpessoal (capacidade de uma pessoa dar-se bem com os demais), a espacial (capacidade de formar um modelo mental preciso de uma situação espacial e utilizar esse modelo para orientar-se entre objetos, percepção de informações visuais), a lingüística (habilidade para lidar criativamente com as palavras nos diferentes níveis da linguagem) e a corporal-cinestésica (inteligência que se revela como uma especial habilidade para utilizar o próprio corpo de diversas maneiras).