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ESTANTE
MAGAZINE #2 |
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A FICÇÃO CIENTÍFICA DE ISAAC ASIMOV. AGORA, DE ROUPA NOVA. Na carona do sucesso do filme (do mesmo nome), está de volta às livrarias o clássico Eu, Robô, de Isaac Asimov, o grande mestre da ficção científica. Uma coletânea de nove contos que se entrelaçam. Em relação ao filme, há pouco o que comparar. Permanecem apenas as leis básicas da robótica (palavra criada por ele) e algumas situações, além do fato de que os robôs sempre acabam falhando. A doutora Susan Calvin, por exemplo, no livro é uma senhora, mas no filme aparece como uma jovem sedutora. Como a história tem mais de 50 anos, era natural que alguma coisa tivesse envelhecido. Mas não: houve até rejuvenescimento, como se vê. O relançamento é da Ediouro (230 páginas, R$ 39,90). Asimov, de origem russa, desembarcou nos EUA com três anos de idade. Escreveu 47 livros e uma enciclopédia, mas foi adaptado para o cinema apenas em quatro ocasiões, sendo O Homem Bicentenário o filme mais premiado. Mas é visível a sua influência em dúzias de outras produções, como o robô Robbie, de Planeta Proibido, sucesso nos anos 50, e também o robô do seriado Perdidos no Espaço.
O QUE É MESMO CRIATIVIDADE EM PROPAGANDA? EIS ALGUMAS RESPOSTAS. O empresário e escritor Roberto Menna Barreto
não é exatamente um modelo de modéstia. Em seu livro
Criatividade no Trabalho e na Vida, por exemplo, ele promete, logo no
prefácio, não apenas esgotar o assunto, criatividade, como
tenta vendê-lo como “o mais prático, e mais ainda,
o mais completo, o mais instrutivo e o mais absorvente livro de criatividade
do mundo!” Um livro assumidamente pretensioso. Mas Menna Barreto
garante que cumpre o “compromisso assumido”. Pois bem, Menna
Barreto está de volta às prateleiras. Agora, com a 12ª edição
de um outro livro em que também fala de seu tema favorito: a criatividade.
Neste, é a Criatividade em Propaganda. O selo é da Summus
Editorial. A trajetória de Criatividade em Propaganda (282 páginas,
R$ 44,00), lançado pela primeira vez em 1978, mereceu marcantes
elogios. Como estes:
O GRANDE NERUDA, NO QUE ELE CONSIDERAVA SEU MELHOR LIVRO. Uma reedição
da Bertrand Brasil. Um clássico, com todos os méritos,e
não só da literatura hispano-americana.Muitos críticos
o consideram um clássico também de toda poesia do século
XX. Pablo Neruda, igualmente, via Canto Geral como o seu livro mais
importante. Para começar, o Canto Geral (602 páginas,
R$ 52,00) é um livro atípico e representa uma reviravolta
na poética de Neruda. Foi escrito em circunstâncias adversas,
quando o poeta, por ser membro do Partido Comunista, sofria forte perseguição
da polícia do presidente chileno González Videla, sendo
obrigado a refugiar-se no exterior. Lançado em 1950, teve duas
primeiras edições quase idênticas: uma oficial
e pública, no México; e outra clandestina, no Chile.
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UMA BELA HOMENAGEM AO HOLANDÊS VAN GOGH, UM ARTISTA GENIAL.
AS AÇÕES DO POLÊMICO MST, SEGUNDO DUAS JORNALISTAS INGLESAS. As andanças de duas jornalistas inglesas – Sue Branford e Jan Rocha – pelos acampamentos do Movimento dos Sem-Terra, o MST. As duas estiveram em ocupações no Rio Grande do Sul, São Paulo, Pernambuco e Pará. O relato, resultado de quase dois anos de pesquisas, está nas páginas de Rompendo a Cerca – A história do MST (399 páginas, R$ 48,50), que acaba de chegar às livrarias com o selo da Casa Amarela. O livro conta também episódios de muitas outras lutas pela terra no Brasil, como a das Ligas Camponesas. As jornalistas têm relação antiga com o Brasil: Sue Branford, que morou 10 anos no país, foi correspondente do Financial Times e da The Economist; Jan Rocha, que mora em São Paulo, trabalhou como correspondente da BBC e do The Guardian. Rompendo a Cerca nasce já com um bom estoque de elogios. Um deles de ninguém menos que o historiador Eric Hobsbawm, ilustre conterrâneo das autoras. Diz ele sobre o livro: “Esta é a narrativa mais completa do que é, provavelmente, o mais ambicioso movimento social da América Latina contemporânea”. Um outro é do bispo Dom Pedro Casaldáliga, um permanente defensor dos sem-terra. Este: “O livro é um documento histórico, com análises categorizadas. Depoimentos de protagonistas, com descrições vívidas e honestamente aberto à crítica. Descreve o MST em suas facetas econômica, política, cultural. E o situa no contexto nacional de um Brasil cansado de luta, mas incansável de sonho, que tem sido capaz de produzir este movimento providencial, um dos mais eficazes fenômenos da luta popular latino-americana, nestas últimas décadas”. O prefácio de Rompendo a Cerca é do jornalista José Arbex Jr.
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