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Jornalista, escritor, dramaturgo, crítico de cinema, Amylton nasceu
em 21/mar/1946. AA, como costumava assinar seus textos nos jornais de
Vitória, passou pelo teatro, pela literatura, pela televisão
e pelo cinema, tanto realizando quanto criticando. Trabalhou para o Jornal
A Gazeta e a TV Gazeta durante mais de 20 anos. Começou a dirigir
e escrever documentários para televisão em 1976 com São
Sebastião dos Boêmios, logo depois viria Os Pomeranos, O
Último Quilombo, Lugar de Toda Pobreza, entre outros amealhando
na época diversos prêmios importantes no circuito nacional.
É responsável por um dos únicos, senão o único,
filme longa de ficção em 35mm capixaba, O Amor Está
no Ar. Faleceu em 1995, pouco após o término das filmagens.
A montagem final ficou a cargo de seus assistentes. O enredo versava sobre
uma radialista em seus 40 anos, independente financeiramente, porém
com vida emocional frágil. Apresentadora de um programa de rádio
que une casais, ela se apaixona por um jovem da periferia de Vitória
recém-chegado de Minas Gerais, que passa a ser sustentado por ela.
O filme é uma espécie de ficcionalização de
um tema tratado no documentário Cupido no Ar, realizado pelos formandos
da Oficina O Corpo e a Imagem coordenado por Amylton na Escola de Arte
Fafi em 1992. O documentário mostrava o programa de rádio
apresentado pela jornalista e grande amiga do crítico, Jeanne Bilich.
Amylton de Almeida morreu no dia do aniversário de sua amiga em
11 de outubro de 1995. |
Bibliografia
Blissful agony. (romance) Vitória, Fundação Ceciliano
Abel de Almeida / Ufes, 1998.
Documentários: Ficção:
Os homens verdes (1969) (co-autoria com Maura Fraga)
A múltipla presença. Vida e obra de Amylton de Almeida.
Organização de Deny Gomes. Vitória, Secretaria Municipal
de Cultura e Turismo, 1996. |
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